Para quem se interessar na relação histórica entre brasileiros e belgas
sugiro o livro do Professor Eddy Stols no download gratuito.
clique aqui
Teorias, pesquisas e reflexões sobre a gastronomia brasileira, por Quentin Geenen de Saint Maur
quinta-feira, 30 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Acorda Brasil! Crescimento dos alimentos ultraprocessados: o fim da comida caseira?
Juliana Domingos de Lima - Especial para O Estado de S. Paulo
23 Abril 2015 | 06h 00
Guia Alimentar para a População Brasileira alerta para os perigos do consumo elevado desse tipo de alimento
Ao pensar em retrospecto em quais alimentos você consumiu hoje, quantos deles estavam in natura, ou seja, não haviam sido nada alterados depois de retirados da natureza? A probabilidade é que boa parte deles tenha sofrido algum grau de processamento, já que desde a década de 80, os produtos ultraprocessados apresentam participação crescente na dieta brasileira.Matéria completa
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Netflix lança documentários sobre chefs
Francis Mallmann
A formação tradicional francesa rendeu ao argentino um prêmio Grand Prix de l’Art de la Cuisine, o mesmo que seus mestres haviam conquistado. “Acharam que eu iria continuar nesse caminho de excelência, uma culinária mais enfeitada, mas não. Dei as costas para isso e segui para o outro lado”, conta o chef no depoimento. Especialista em grelha e autor de dois livros premiados sobre o assunto, Francis Mallmann tem dois restaurantes e vive numa ilha na Patagônia, onde pesca e prioriza os preparos tradicionais da região, como peixe assado na argila e o cordeiro no fogo de chão.
Veja a íntegra
A formação tradicional francesa rendeu ao argentino um prêmio Grand Prix de l’Art de la Cuisine, o mesmo que seus mestres haviam conquistado. “Acharam que eu iria continuar nesse caminho de excelência, uma culinária mais enfeitada, mas não. Dei as costas para isso e segui para o outro lado”, conta o chef no depoimento. Especialista em grelha e autor de dois livros premiados sobre o assunto, Francis Mallmann tem dois restaurantes e vive numa ilha na Patagônia, onde pesca e prioriza os preparos tradicionais da região, como peixe assado na argila e o cordeiro no fogo de chão.
Veja a íntegra
Mel com o gosto do lugar
Daniel Melles Tarques / TEXTO
Fernando Sciarra / FOTOS
Nem toda abelha faz zunzum, mas todas fazem mel. Ou melhor, fazem meles – a mesma abelha faz diferentes meles, em diferentes lugares. Assim como o vinho e o queijo, o mel tem terroir, aquela expressão única da região em que foi produzido.
Matéria completa
Fernando Sciarra / FOTOS
Nem toda abelha faz zunzum, mas todas fazem mel. Ou melhor, fazem meles – a mesma abelha faz diferentes meles, em diferentes lugares. Assim como o vinho e o queijo, o mel tem terroir, aquela expressão única da região em que foi produzido.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
Francesa sucede brasileira como 'melhor chef mulher' do mundo
Hélène Darroze comanda restaurante com seu nome e em hotel londrino.Brasileira Helena Rizzo do restaurante Maní de SP, venceu em 2014.
A francesa Hélène Darroze, de 48 anos, à frente do restaurante que leva
seu nome em Paris e na cozinha do hotel The Connaught, em Londres,
venceu o Prêmio Veuve Clicquot para "Melhor Chef Mulher do Mundo" em
2015, anunciou nesta quarta-feira (22) os organizadores.
Matéria aqui
terça-feira, 21 de abril de 2015
Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo convida...
Caros,
Vai
longe o tempo em que o chocolate brasileiro era fabricado somente pela grande
indústria, com muito açúcar e pouco cacau. O mercado vem se transformando
rapidamente – e essas mudanças serão o tema do próximo encontro promovido pelo
C5 – Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo.
Para falar sobre o avanço de toda a cadeia produtiva, desde o
cultivo do cacau até a fabricação do chocolate, passando pelos aspectos
relacionados com a cultura do cacau, do artesanato e o desenvolvimento do tema
na pâtisserie, convidamos Claudia Schultz,
proprietária da CHoKolaH; Priscilla Efraim,
professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos da Faculdade de
Engenharia de Alimentos/UNICAMP; e Renata Arassiro,
chef chocolatière da loja que leva seu nome. A mediação será da anfitriã e chef Helena
Rizzo.
Teremos algumas amostras! Afinal, qual a forma mais gostosa de
debater sobre chocolate?
Você está convidado a dividir conosco suas experiências e
questionamentos – contrastes e confrontos de opinião são o melhor método de
atualização de conhecimento.
Para participar, basta enviar a confirmação para o email: centroculturaculinariac5@gmail.com (vagas
limitadas).
Local: Manioca
(R. Joaquim Antunes, 212, Jardim Paulistano)
Dia: 27
de abril, segunda-feira
Horário: 10h
Ingresso R$
15 a serem pagos no dia
sexta-feira, 10 de abril de 2015
O "Guide Michelin" veio para balançar o coreto, já é um bom sinal.
O papel do Guide Michelin está revendo com foco profissional e com padrão internacional as palavras qualidade e desempenho dos restaurantes, uma dinâmica que só pode favorecer os amantes do mundo da gastronomia.
Matéria da folha de SP por Gustavo Simon e Magê flores
Matéria da folha de SP por Gustavo Simon e Magê flores
segunda-feira, 6 de abril de 2015
"Caiu um francês no meu prato"
Na Veja dessa semana (Segredos da Casa Civil - Erenice Guerra) tem uma matéria sobre o "Guide Michelin" no Brasil, assinada por Fernanda Allegretti que merece ser lida pelos amantes da gastronomia.
sábado, 4 de abril de 2015
Centro de Cultura Culinária Camara Cascudo MESA-REDONDA
Caros,
A importância do trabalho de
garçons, maîtres e sommeliers, as dificuldades para treinar e reter talentos,
as relações entre contratados e contratantes e a imagem das carreiras
profissionais relacionadas ao serviço de salão estão na pauta da próxima
mesa-redonda organizada pelo C5 – Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo.
Para debater temas tão
fundamentais para o setor e compartilhar experiências, vamos reunir um time
multidisciplinar capaz de oferecer diferentes pontos de vista:
Abertura
com Rodrigo Oliveira – restaurante Mocotó
- Carolina Oda – gastrônoma e especialista em cervejas, dará seu testemunho sobre a relação de bebidas e serviço.
- Maria Henriqueta Gimenes Minasse – professora da Universidade Federal de São Carlos na área de gastronomia, será responsável por contextualizar o serviço da sala dentro da economia da experiência
- Ricardo Garrido – sócio da Cia. Tradicional do Comércio, vai expor seu olhar como contratante e gestor de várias equipes
- Vini Schroeder – gerente de hospitalidade da rede Pobre Juan e autor do livro Chame o Gerente (editora Matrix), contará sua trajetória pessoal e falará sobre as perspectivas de crescimento no setor de Alimentos e Bebidas
Depois das explanações de cada
profissional, a plateia será convidada a participar do debate e fazer perguntas
aos integrantes da mesa.
O
encontro, GRATUITO, acontece no próximo dia 13 de abril, segunda-feira, às
19h, no restaurante Tuju (R.
Fradique Coutinho, 1248, Pinheiros). Para participar, basta enviar a
confirmação para centroculturaculinariac5@gmail.com. As vagas são limitadas.
sexta-feira, 27 de março de 2015
"Pão Flex" nas panificadoras e "Pão francês" nas padarias...
No Blog de Carlos Alberto Doria
A inflação do "pão francês" é oportunidade de mudar sua composição
Mais uma vez, o dólar escorrega para os nossos pratos. A previsível inflação do “pão francês”, estima-se, deve chegar a 8% por conta do aumento do dólar e da eletricidade.
quinta-feira, 26 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Polêmica na implantação de um espaço reservado ao Patrimônio da gastronomia francesa no "Hôtel de la Marine".
Paris (AFP) - L'Hôtel de la Marine, place de la Concorde à Paris,
bâtiment actuellement militaire qui sera ouvert au public début 2017,
sera partiellement consacré au "patrimoine gastronomique français", une
annonce de l'Elysée contre laquelle s'insurgent samedi les défenseurs de
ce monument historique.
Matéria completa clique aqui
Matéria completa clique aqui
sábado, 21 de março de 2015
A Gastronomia no Brasil agradece a chegada do Guide Michelin.
Parece que os envolvidos em Gastronomia no Brasil se assustaram com os poucos restaurantes incluídos no Guia Michelin e “Macaron/ Étoile” dado a conta gotas no país.
Um pouco da historia:
A primeira edição do guia foi publicada em 1900 na exposição Universal, a ideia dos irmãos André e Edouard Michelin era distribuir gratuitamente os exemplares, o guia se sustentava pela publicidade ligada ao setor automobilístico.
Ele também é conhecido como “Guide Rouge”, sua capa é vermelha, em 1920 ele iniciou sua comercialização e as publicidades inseridas nas suas publicações anuais acabaram, dando assim mais credibilidade a obra.
O formulário enviado aos interessados para participar do Guia, preenchido e assinado pelos donos dos estabelecimentos, é extenso, detalhado e rigoroso, o controle é feito por anônimos.
O resultado dessas exigências, seriedade e responsabilidade é comprovado até hoje, ele continua sendo uma referencia segura para todos os viajantes amadores da gastronomia na Europa.
Ninguém quer queimar mais de um século de fama e responsabilidade da instituição.
Em 1972 o Guia de Gastronomia Gault et Millau, edição fundada por 2 jornalistas Henri Gault e Christian Millau, trouxe uma atualização no conceito do guia de gastronomia que incorporou novos estabelecimentos cujo os chefs abraçavam a Nouvelle Cuisine.
Ele inseriu mais informações descritivas dos restaurantes, destacou o nome dos chefs atuantes. O sistema de pontuação até 20 e de uma a três “Toque Rouge” para os restaurantes oferecendo a Nouvelle Cuisine e “Toque Blanche” para os estabelecimentos com cozinha tradicional.
Quem ganhou foi o cliente, com os donos dos estabelecimentos valorizando a gastronomia, o desempenho dos chefs, o atendimento e a conta no fim da refeição previsível e justificável.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Josimar Melo analisa o Guia Alimentar desenvolvido pelo Ministério da Saúde
Para ler a matéria na Folha de São Paulo "Comida" na integra clique aqui
Publicação do "Guia alimentar" no Portal da Saúde
Publicação do "Guia alimentar" no Portal da Saúde
domingo, 15 de março de 2015
Novas/velhas técnicas
Cozinhar com a energia do sol.
http://royalbotanicgarden.org/page/solar-cooking-workshop
http://royalbotanicgarden.org/page/solar-cooking-workshop
segunda-feira, 9 de março de 2015
Ernesto Neto, artista brasileiro no "Musée Tinguely laboratoire expérimental olfactif"
La Art Basel les suspensions façon bas en lycra d‘Ernesto Neto ( salle 23 ) , les revoilà , attention , ça sent fort le Kurkuma , le gingembre,le poivre noir,les clous de girofle notamment
sexta-feira, 6 de março de 2015
Valorização dos orgânicos é tendencia, não é moda.
Chef criador de "biopadaria" aposta na expansão do mercado de orgânicos
04 Fevereiro 2015 | 14h 09
domingo, 1 de março de 2015
"Cada macaco no seu galho" Riachão
Que tal desapadrinhar o mundo culinário?
No e-Boca Livre do Carlos Dória, uma posição a defender com garfo e dentes.
Não é hora de "politicagem" é hora sim de cobrar deles Educação, Saúde e Infraestrutura de qualidade.
Lembrando Riachão "Cada macaco no seu galho..."
No e-Boca Livre do Carlos Dória, uma posição a defender com garfo e dentes.
Não é hora de "politicagem" é hora sim de cobrar deles Educação, Saúde e Infraestrutura de qualidade.
Lembrando Riachão "Cada macaco no seu galho..."
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
À la brésilienne - por Helder Ferreira
A Revista CULT escolheu dois jovens representantes da nova geração de
chefs brasileiros para uma conversa. O que pensam sobre a gastronomia do
Brasil e temas correlatos? Quais são seus processos criativos? Que
função social enxergam para sua profissão? Foram essas algumas das
perguntas feitas a Felipe Rameh e Ivan Ralston.
Vale ler a entrevista na integra
Vale ler a entrevista na integra
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
A "Presidenta" por 1,99
QUE PAÍS É
ESSE Artigo de Merval Pereira O Globo hoje 26/02/15 por
Data:
26 de fevereiro de 2015 11:53:52 BRT
Foi o que perguntou o ex-diretor
da Petrobras Renato Duque ao ser preso em sua casa no início da Operação
Lava-Jato, ecoando, talvez inconscientemente, a música de Renato Russo que,
embora escrita em 1978 e só gravada em 1986, continuou atualíssima naquela
ocasião e agora, explicitando a decadência moral do país.
Inclusive pela indignação autêntica que Duque, identificado nos autos como o atravessador de propinas para o PT na Petrobras, exibiu para seu advogado mesmo na hora de ir preso.
“Nas favelas, /no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação”. É o caso dos Duque, dos Paulo Roberto Cardoso, dos Cerveró, e de toda a lista de políticos, com ou sem mandato, que brevemente serão revelados ao país.
Um estrangeiro que chegasse ao Brasil por esses dias se sentiria mais próximo de uma Venezuela, de uma Argentina, do que gostaríamos. O velho dito popular “eu sou você, amanhã”, o chamado “efeito Orloff” em relação à Argentina, cada vez ganha mais força com a sequência de acontecimentos ruins que não tem data para terminar, pois a “presidenta” parece cada vez mais longe da realidade, enquanto o “presidente” flerta abertamente com o “exército” do Movimento dos Sem Terra (MST) para enfrentar os críticos do petismo.
Um ato para “defender” a Petrobras, transforma-se em ato para atacar os que denunciam a corrupção e defender os corruptos. Um manifesto de intelectuais denuncia uma pseudo tentativa de “debilitar a Petrobras”, tendo como conseqüência a dizimação de empresas “responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial”. Fingindo desconhecer que quem debilitou a Petrobras foram os ladrões instalados nas diretorias da estatal pelos governos petistas.
Só de propina para o PT ao longo dos anos calcula o gerente Pedro Barusco que foram entre US$ 150 e 200 milhões. As brigas de rua, com milicianos de camisas vermelhas agredindo manifestantes a favor do impeachment da presidente Dilma, dão uma tênue idéia do que poderá vir a ser uma praça de guerra que vemos todos os dias ultimamente no noticiário sobre a Venezuela ou a Argentina.
Os caminhoneiros bloqueando estradas em 12 Estados por causa da alta do preço do diesel é uma visão que parece deslocada no tempo, trazendo de volta antigas campanhas políticas na região.
Para um olhar estrangeiro, o que diferencia Brasil de seus vizinhos bolivarianos é muito pouco, e nossas instituições precisarão ser muito firmes, e ter uma visão democrática profunda, para não serem atropeladas pelas manobras governamentais, que não desistem de atuar para atrapalhar o trabalho do Ministério Público.
Estamos aos poucos regredindo para o estágio de uma República Bananeira, onde tudo está à venda, época que parecia ter sido superada nesses anos de democracia. Mas a utilização de instrumentos democráticos para enfraquecer a própria democracia é uma história antiga dos movimentos autoritários, onde uns são mais iguais que outros, como na Guerra dos Bichos, de George Orwell, que tão bem desvelou as entranhas dos regimes autoritários.
Ontem o Financial Times publicou uma reportagem dando 10 razões que podem levar ao impeachment de Dilma, e sintomaticamente o jornal inglês seleciona os perigos da economia como detonadores do processo político de impedimento da presidente: escândalo da Petrobras; queda na confiança do consumidor; aumento da inflação; aumento do desemprego; queda na confiança do investidor; déficit orçamentário; problemas econômicos no geral; falta d’água; possíveis apagões elétricos.
Todos esses problemas puramente econômicos levariam, como conseqüência, à perda da maioria no Congresso, abrindo caminho para um processo político de impeachment.
O importante a notar é que o impeachment já se tornou um tema inevitável nas análises sobre o futuro do país, e seria hipocrisia tratá-lo como algo de que não se deve falar. O país está convulsionado, e sem uma liderança com grandeza que possa levar a acordos políticos indispensáveis para a superação do impasse que se avizinha.
A agressão ao ex-ministro Guido Mantega no Hospital Einstein, por todas as formas inaceitável, é um sintoma dos ânimos exaltados, mas também reflexo do estilo agressivo de fazer política que o PT levou adiante no país nos últimos 12 anos. Quem não é amigo é inimigo, e qualquer um pode ser amigo, desde que aceite a hegemonia petista. Uns mais iguais que os outros.
Inclusive pela indignação autêntica que Duque, identificado nos autos como o atravessador de propinas para o PT na Petrobras, exibiu para seu advogado mesmo na hora de ir preso.
“Nas favelas, /no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação”. É o caso dos Duque, dos Paulo Roberto Cardoso, dos Cerveró, e de toda a lista de políticos, com ou sem mandato, que brevemente serão revelados ao país.
Um estrangeiro que chegasse ao Brasil por esses dias se sentiria mais próximo de uma Venezuela, de uma Argentina, do que gostaríamos. O velho dito popular “eu sou você, amanhã”, o chamado “efeito Orloff” em relação à Argentina, cada vez ganha mais força com a sequência de acontecimentos ruins que não tem data para terminar, pois a “presidenta” parece cada vez mais longe da realidade, enquanto o “presidente” flerta abertamente com o “exército” do Movimento dos Sem Terra (MST) para enfrentar os críticos do petismo.
Um ato para “defender” a Petrobras, transforma-se em ato para atacar os que denunciam a corrupção e defender os corruptos. Um manifesto de intelectuais denuncia uma pseudo tentativa de “debilitar a Petrobras”, tendo como conseqüência a dizimação de empresas “responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial”. Fingindo desconhecer que quem debilitou a Petrobras foram os ladrões instalados nas diretorias da estatal pelos governos petistas.
Só de propina para o PT ao longo dos anos calcula o gerente Pedro Barusco que foram entre US$ 150 e 200 milhões. As brigas de rua, com milicianos de camisas vermelhas agredindo manifestantes a favor do impeachment da presidente Dilma, dão uma tênue idéia do que poderá vir a ser uma praça de guerra que vemos todos os dias ultimamente no noticiário sobre a Venezuela ou a Argentina.
Os caminhoneiros bloqueando estradas em 12 Estados por causa da alta do preço do diesel é uma visão que parece deslocada no tempo, trazendo de volta antigas campanhas políticas na região.
Para um olhar estrangeiro, o que diferencia Brasil de seus vizinhos bolivarianos é muito pouco, e nossas instituições precisarão ser muito firmes, e ter uma visão democrática profunda, para não serem atropeladas pelas manobras governamentais, que não desistem de atuar para atrapalhar o trabalho do Ministério Público.
Estamos aos poucos regredindo para o estágio de uma República Bananeira, onde tudo está à venda, época que parecia ter sido superada nesses anos de democracia. Mas a utilização de instrumentos democráticos para enfraquecer a própria democracia é uma história antiga dos movimentos autoritários, onde uns são mais iguais que outros, como na Guerra dos Bichos, de George Orwell, que tão bem desvelou as entranhas dos regimes autoritários.
Ontem o Financial Times publicou uma reportagem dando 10 razões que podem levar ao impeachment de Dilma, e sintomaticamente o jornal inglês seleciona os perigos da economia como detonadores do processo político de impedimento da presidente: escândalo da Petrobras; queda na confiança do consumidor; aumento da inflação; aumento do desemprego; queda na confiança do investidor; déficit orçamentário; problemas econômicos no geral; falta d’água; possíveis apagões elétricos.
Todos esses problemas puramente econômicos levariam, como conseqüência, à perda da maioria no Congresso, abrindo caminho para um processo político de impeachment.
O importante a notar é que o impeachment já se tornou um tema inevitável nas análises sobre o futuro do país, e seria hipocrisia tratá-lo como algo de que não se deve falar. O país está convulsionado, e sem uma liderança com grandeza que possa levar a acordos políticos indispensáveis para a superação do impasse que se avizinha.
A agressão ao ex-ministro Guido Mantega no Hospital Einstein, por todas as formas inaceitável, é um sintoma dos ânimos exaltados, mas também reflexo do estilo agressivo de fazer política que o PT levou adiante no país nos últimos 12 anos. Quem não é amigo é inimigo, e qualquer um pode ser amigo, desde que aceite a hegemonia petista. Uns mais iguais que os outros.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Pelo menos uma boa noticia para os brasileiros nessa fase de pesadelos...
Chef brasileiro é revelação na Espanha
- Por Míriam Castro
Matéria na integra no Paladar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
A se pensar ...
Cultura que se come
No último domingo (18/1), centenas de pessoas passaram pela rua da galeria Choque Cultural, na Vila Madalena, em São Paulo (SP), para o evento “Gastronomia é Cultura que se Come”. Iniciativa do Instituto ATÁ, em parceria com a feira gastronômica O Mercado e a Choque, o evento reuniu chefs de cozinha reconhecidos em prol da campanha Eu Como Cultura. O objetivo era angariar assinaturas para o manifesto que deve ser enviado ao Congresso Nacional.Matéria na integra...
Cervejas temperadas com sabor de frutas brasileiras
No "Comida"da Folha de São Paulo dessa semana.
Para ler a matéria na integra
Para ler a matéria na integra
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
Preço dos alimentos dobrou em 10 anos
Daniela Amorim - Agência Estado
09 Janeiro 2015 | 14h 23
Custo avançou 99,73% entre 2005 e 2014, enquanto índice de inflação registrou taxa bem inferior, de 69,3%, de acordo com o IBGE
Os preços dos alimentos já subiram 99,73% nos últimos dez anos, muito acima da inflação oficial no período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma taxa de 69,34% de 2005 a 2014. Ou seja, o custo para comer praticamente dobrou no período.Ler matéria completa
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
NYTimes - O retorno do Beef Tea com variações ou o Mocotó em copo no Brasil
Bones, Broth, Bliss
Bone Broth Evolves From Prehistoric Food to Paleo Drink
When Michelle Tam was growing up in Menlo Park, Calif., in the 1980s, her family sipped broth with dinner every single night.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Votos do ex-presidente F H C para a nação
Fernando Henrique Cardoso - Inovar na política
•
Meus votos são para que não haja oposição entre esquerda retrógrada e direita
golpista e que se consiga melhorar o sistema político-partidário
-
O Estado de S. Paulo / O Globo
Ano
novo, esperanças renovadas. É preciso continuar modelando o futuro com a argila
de que se dispõe. Algo dará para fazer. Que posso desejar para 2015? Primeiro,
que o Brasil reencontre o rumo. Brasil não quer dizer abstratamente um país com
seu Estado, mas uma nação com seu povo. Sem um Estado que funcione eficazmente,
nem o mercado funciona, nem a sociedade. Porém opor Estado e mercado, sociedade
e Estado, mais atrapalha do que ajuda a entender e melhorar o País. Na última
década renasceu no Brasil a ilusão de que tudo seria feito e "salvo"
pelo Estado. Deu no que deu, com mensalão, petrolão, ineficiências múltiplas e
um amálgama degenerado de "capitalismo da companheirada" que nos
levou à estagnação econômica. Que ultrapassemos isso é meu desejo.
Quem
sabe superaremos o primitivismo político de considerar como
"neoliberal" tudo o que é necessário fazer para que as finanças
públicas e a administração funcionem bem, respeitando suas possibilidades
reais, mais ou menos elásticas conforme as circunstâncias, mas nunca infinitas,
propiciando um clima favorável para que as pessoas, as organizações e as
empresas possam expandir suas potencialidades. Tomara que, ao mesmo tempo,
superemos o primitivismo de considerar como "de esquerda" quem for contrário
a essas práticas.
Claro
que se pode e deve distinguir entre "esquerda" e "direita",
com suas variantes intermediárias. Mas a oposição correta é outra: sempre foram
considerados de esquerda os que querem mudar estruturas para beneficiar a
maioria, pela via da "revolução" ou das reformas (a esquerda
democrática é reformista). A direita clássica costuma se opor às mudanças, em
particular a "reacionária", pronta para impor sua lei e ordem a
qualquer preço.
No
Brasil não estamos diante desse dilema. Não há partidos relevantes "de
direita", tampouco "revolucionários", à esquerda. Quando
necessário, há os que se definem como liberais, de um lado, e
social-democratas, de outro. Ainda muito numerosos são os setores que
representam o atraso (práticas clientelistas, lenientes com a corrupção e com o
arbítrio do Estado). Meus votos são para que não enfrentemos uma oposição entre
esquerda retrógrada e direita golpista.
Sendo
progressista, portanto, "de esquerda", desejo que se consiga alcançar
consensos que melhorem o sistema político partidário, dando-lhe certa coerência
ideológica. Para dar passos iniciais bastam três emendas à Constituição: voltar
a aprovar a "cláusula de barreira", quer dizer, exigir dos partidos
um número mínimo de votos em âmbito nacional e em certo número de Estados para
lhes assegurar plena representação no Congresso, acesso ao Fundo Partidário e
ao horário gratuito na TV; proibir as coligações entre partidos nas eleições
proporcionais; e vedar o uso de marketing político nas TVs. A TV seria usada
apenas para debates entre candidatos ou para suas falas diretas à audiência.
Isso reduziria drasticamente o custo de campanha. O financiamento privado, se
mantido, deve limitar-se a algo como R$ 1 milhão por conglomerado de empresas,
dado apenas a um partido, e não a todos, o que cheira corrupção. O
financiamento da pessoa física seria livre, desde que limitado em valores.
Passo
mais audacioso pode ser a introdução experimental do voto distrital nas
eleições para as Câmaras Municipais. Embora em tese eu prefira o distrital
misto, essa proposta, do mesmo modo teria a vantagem de não alterar a regra
constitucional que exige a proporcionalidade e, além disso, de ter mais adeptos
do que o sistema distrital misto. Essa modificação abriria espaço para, no futuro,
estender a prática às eleições estaduais e nacionais. Ao longo do tempo, o
espectro político encolherá e se tornará mais nítido.
Atualmente
a polarização PT-PSDB distorce o significado do voto, já que os ideários dos
dois partidos não são necessariamente antagônicos. Nascidos como
"primos" no final do regime militar, esses dois partidos pertencem à
família "social-democrática". Não obstante, um se acredita mais
"à esquerda", com ingredientes de socialismo revolucionário e,
juntamente com eles, elementos autoritários; o outro é mais liberal, embora
decididamente favorável à regulação pública de setores da economia.
Na
refrega, o PT empurra o PSDB para "a direita" e, em reação, o PSDB
empurra o PT para o lado do "atraso corrupto". Não existe direita organizada
no espectro partidário brasileiro. PT e PSDB distinguem-se mais pela
contemporaneidade do último, que reconhece explicitamente a necessidade de dar
ao mercado o papel que lhe corresponde nas sociedades contemporâneas, da mesma
forma que não atribui ao Estado todas as virtudes. O PT, quando também age
assim, é a contragosto, levado pela realidade.
A
maior diferença entre os dois partidos é o modo como enxergam os processos
políticos que levam à mudança: o PT crê numa vanguarda partidária que pela via
eleitoral ganha o governo, apropria-se do Estado, infiltra-o com militantes ou
"aliados" e, a partir disso, alavanca as reformas da sociedade. O
PSDB, mais liberal, quando controla o governo não crê que deva juntá-lo ao
Estado nem deseja usar este último como ferramenta quase exclusiva das reformas
e dos avanços sociais, pois acredita mais na dinâmica da sociedade civil como
mecanismo de mudança. E a direita onde fica? No atraso, no clientelismo, na
luta por verbas e ministérios, mas sem expressão propriamente
político-ideológica. O mesmo se diga da esquerda revolucionária, refugiada na
teoria e no romantismo.
Meu
desejo para 2015 é que tanto o PSDB quanto o PT e as novas forças políticas
(como a Rede ou o Partido Novo) incorporem em suas crenças e práticas algo mais
contemporâneo. Que olhem para as questões da sustentabilidade, da mobilidade
urbana, da segurança, educação e saúde, entendendo as funções do mercado e do
Estado no século 21; que não tenham medo das mudanças de estilos de vida, não
fujam da discussão sobre regulação das drogas e se lembrem de que o debate
político, tal como é hoje, dá às pessoas comuns a sensação de que os políticos
estão numa conversa "entre eles", sem falar "com a gente".
Sociólogo,
foi presidente da República
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